O deserto me trouxe muito crescimento!

Fomos para a Argentina servir ao nosso Senhor, logo nos nossos primeiros anos de casados. Tudo era extremamente diferente de São Paulo, onde vivíamos. Para complicar ainda mais, eu não entendia o idioma e meu marido ainda estava aprendendo. Foi um grande desafio!

Alguns meses depois fomos enviados para uma cidade chamada Dolores, no interior. A igreja mais próxima da cidade onde estávamos ficava a 3 horas de viagem, e não tínhamos carro na época.

Para fazer as compras do mercado, eu aproveitava o dia de reunião que viajamos de ônibus para a capital e ali fazíamos as compras de casa, pois na cidade não tínhamos grandes mercados, apenas mercearias.

Saíamos de casa às 2:30h da madrugada para chegarmos a capital as 7h da manhã, e só retornávamos às 8h da noite. A viagem era tão longa que comecei a ter problemas de retenção de líquido, minhas pernas inchavam muito.

O salão da igreja era antigo, o piso estava rompendo, tínhamos de fazer remendos no piso de madeira para as pessoas não caírem, no piso tinha buracos com mais de 1 metro de profundidade. Me lembro do dia em que houve uma tempestade tão forte na cidade que o teto da entrada da igreja caiu, e virou uma cachoeira dentro da igreja.

Tudo era muito simples ali, eu era a auxiliar do meu marido em tudo, ajudava nas reuniões, cuidava das crianças. Meu marido e eu saíamos todos os dias batendo de porta em porta, nos apresentando, e convidando as pessoas para as reuniões na igreja.

Por um tempo, a igreja seguia vazia, mas seguíamos firmes todos os dias, levando as Boas Novas da salvação. Foram meses de muitas lágrimas no Altar, muitos clamores na madrugada, pedindo a Deus para enviar os que Ele já havia escolhido. As pessoas nos recebiam bem, com muito amor, mas diziam não acreditar no Deus que estávamos pregando.

Após alguns meses, era um domingo lindo e ensolarado, me lembro com carinho desse dia, mesmo depois de tantos anos. Na reunião das 10h da manhã, a única obreira da igreja, uma senhora de 75 anos, já estava na porta comigo à espera das pessoas. A igreja ficou lotada! Eu olhava para a obreira e ela para mim, e não sabíamos se sorríamos ou se chorávamos de tanta alegria! Peguei as crianças que iam chegando e levei todas para a escolinha. Foi um domingo de muitos milagres.

Um senhor que estava lutando contra um câncer severo, naquele dia ficou curado. Hoje ele é um obreiro na igreja da cidade, e seu testemunho se espalhou: Sua família também veio para a igreja.

Uma senhora que tinha depressão, saiu totalmente liberta, depois de algum tempo foi batizada com Espírito Santo e depois de alguns meses foi levantada a obreira. Ela segue até hoje firme na presença de Deus, e trouxe toda a família para a igreja.

Esta cidade foi um dos lugares mais difíceis e desafiadores que passamos, porém foi o deserto necessário para crescermos e entender que Deus é Quem traz os Seus escolhidos, e nós somos apenas instrumentos em Suas mãos.

– Daiane Decothé, atualmente na Inglaterra.

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