Polônia, um país de portas abertas

– PARTE DOIS

A Polônia é um país que passou por uma grande tragédia durante a Segunda Guerra Mundial. Varsóvia, a capital, é o local onde ocorreu a Revolta de Varsóvia, uma luta armada durante a guerra, na qual o Exército Clandestino Polaco tentou libertar Varsóvia do controle da Alemanha Nazi.

Durante o combate urbano, perto de 25% dos prédios de Varsóvia foram destruídos. Após a rendição das forças polacas, as tropas alemãs destruíram sistematicamente, quarteirão a quarteirão, 35% da cidade.

Embora essa nação tenha passado por um período tão terrível, os poloneses são, em geral, um povo caloroso e amigável. E algo que, talvez, muitos não saibam, é que  a Polônia também é uma nação tradicionalmente religiosa e, embora isso possa ser um desafio para a pregação do Evangelho, , as pessoas são  abertas para ouvir. E muitos  buscam conhecer a verdadeira fé, que é viva e não apenas uma fé religiosa.

Recentemente, o país começou a abrir as portas e dar oportunidades para pessoas de outras nacionalidades e origens. Então, encontramos muitos estrangeiros aqui. Vinda da África do Sul, um país que tem pessoas de várias nacionalidades, nunca senti medo ou insegurança por ser diferente.

Quando cheguei aqui, notei que vários estrangeiros expressavam admiração pelo meu jeito de interagir com a população nativa e não me sentir intimidada. Percebendo, então, essa dificuldade que muitos tinham de se misturar com os habitantes locais, Deus me inspirou a ajudar os jovens e os estrangeiros a lidar com esse desafio e superá-lo.

Passei a entender melhor a missão que recebemos de salvar, não só a nação polonesa, mas também os muitos estrangeiros que, como eu, chegaram aqui e enfrentam vários obstáculos para se adaptar em um novo país.

Essa tem sido uma experiência de crescimento para mim, tanto como esposa, quanto como mãe. Todos os desafios pelos quais meu marido e eu passamos, passamos juntos e unidos. E, temos o privilégio de ensinar aos nossos filhos, em primeira mão, o que é a vida quando dependemos 100% de Deus.

Embora, no início, a mudança tenha sido difícil para a minha filha, que tem 16 anos e para o meu filho de 8 anos, eles logo passaram a se adaptar bem. Nesse período, a nossa família amadureceu muito e se uniu de forma inesperada, porque percebemos que tudo o que temos aqui, longe de tudo e de todos, é a nossa fé, e um ao outro.

Outro fator importante que os nossos filhos aprenderam é que, além do nosso núcleo familiar, Deus tem nos proporcionado a família da fé. Estou ao lado de homens e mulheres de Deus que me dão apoio e ensinamentos que me ajudam a crescer e a evoluir em cada uma das minhas funções.

Posso afirmar que, servir a Deus no Altar, trouxe muitas mudanças e ensinamentos para minha vida e para minha família. Acima de tudo, temos a alegria diária de fazer parte do projeto de Deus, de salvar almas na Polônia.

Oro para que Deus continue a abençoar a nossa jornada!

Shirley Krzysztalowski, atualmente na Polônia.

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