Tive grandes aprendizados ao ter o privilégio de iniciar o “Ide e fazei discípulos de todas as nações” de Jesus, em um país onde éramos proibidos de expressar a nossa fé e evangelizar livremente.
Mesmo com tantas restrições fomos na certeza de que o Espírito de Deus iria nos dirigir naquele país tão diferente culturalmente.
Ao chegar, estávamos bem animados para compartilhar tudo o que Deus havia nos dado, mas a maneira como costumávamos levar a Palavra de Deus devia ser totalmente diferente e com tanta discrição, que tivemos que aprender na prática o que é realmente confiar na Obra do Espírito Santo. A única forma que conseguíamos chegar a outras pessoas, era através de três pessoas que já conheciam o trabalho da igreja.
Então nos empenhamos em dar tudo o que tínhamos para aquelas únicas três almas. Elas vinham nos visitar apenas três vezes na semana e ali naquela sala, fazíamos a nossa igreja.
Sentíamos falta de um Altar, mas ali também aprendemos na prática o que é ser o altar vivo para aquelas pessoas que estavam vindo até nós.
E, através daquelas pessoas, íamos visitando seus amigos e conhecidos e compartilhando a Palavra de Deus com eles e assim a igreja de Jesus ia se formando. Com muita oração, jejum e choro aquela salinha tão pequena, tornou-se o nosso Esconderijo do Altíssimo.
Ali houve batismo nas águas e presenciamos o batismo com o Espírito Santo, quanta alegria em saber que estávamos experimentando o que a Igreja Primitiva experimentou no seu começo.
Foram dois anos pregando a Palavra de Deus nesse lugar. E ali vimos a Palavra se cumprir, de que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja de Jesus. (Mateus 16:18)
– Camila Pereira, atualmente na Inglaterra










Deixe um comentário