Quem é o meu próximo?
Esse foi o tema que abriu o encontro do Clube de Leitura dessa semana. Ao lado de Ana Carolina e Susana Pagnoceli, Núbia Siqueira falou sobre o que é de facto servir as pessoas que estão perto de nós.
Muitas vezes, nos limitamos a pensar que o servir é algo que acontece apenas no ambiente religioso, quando se está de uniforme, por exemplo. Mas, o servir é algo simples e pode acontecer em qualquer momento e lugar: dar passagem no trânsito, ajudar alguém a carregar uma sacola pesada, ceder o lugar no transporte coletivo para uma pessoa com mais idade… todas essas atitudes são formas de servir ao nosso próximo.
Se não tivermos a consciência do que, verdadeiramente significa servir, seremos apenas religiosos, como aquele doutor da lei que perguntou a Jesus:
Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo? – Lucas 10:29
Não basta cumprir obrigações religiosas, é preciso entender o que é servir. É como quando éramos crianças e escovávamos os dentes porque a mãe estava sempre a falar. Mas, depois que crescemos, fazemos isso porque entendemos. Assim é o servir, seja o que for, é como se estivéssemos fazendo para o Senhor Jesus. Comentou Susana.
Mas, muitas vezes o que falta é disposição para servir quando existe um relacionamento conflituoso dentro de casa, por exemplo. Na igreja a pessoa faz tudo como tem que ser, mas em casa, não consegue lidar com aquele familiar difícil e então prefere sair de casa. Dar testemunho dentro de casa, também é servir. Completou Ana Carolina.
Estar numa missão, é estar pronto para servir a qualquer pessoa, fazendo qualquer coisa, e com amor e alegria. Porque amar é servir.
E para comentar sobre o assunto, Jeniffer Baiadori, direto da Lituânia, falou da sua experiência relatada no livro, de como o servir pode tornar-se algo religioso com o tempo. E isso acontece quando deixamos de nos olhar como alma.
Por fim, o apelo que ficou foi para que cada leitor, avalie a sua condição espiritual e a maneira como tem servido. Porém, enxergar quem de facto somos é um desafio, e exige coragem.
Quem está disposto a tomar decisões, se humilhar e pedir ajuda?










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