E se eu estivesse na Ucrânia?
Essa foi a pergunta que eu me fazia cada vez que lia os relatos que recebíamos. Eu me colocava no lugar daquelas pessoas e assim, os problemas que eu vivia tornavam-se insignificantes diante do que as minhas companheiras enfrentavam na guerra. Comentou Luciene, que participou do encontro, ao lado de Ana Carolina.
Esse exercício de se colocar no lugar do outro é algo que devemos fazer sempre. Mas, por natureza somos egoístas e focamos apenas nos nossos problemas e assim não conseguimos enxergar a dor do outro. Quando enxergamos a dor do outro, nossas perspectivas em relação aquilo que enfrentamos mudam. Mas ter esse olhar de compaixão é algo que só o Espírito Santo pode dar. Porque isso é diferente de empatia, pois é algo que nos move a agir e sacrificar pelo outro.
Muitas vezes a pessoa diz que quer servir a Deus, mas não entende que servir a Deus é servir às pessoas. E não consegue enxergar a necessidade da alma, nem mesmo daqueles que estão próximos dela.
Mas como enxergar o outro, se a pessoa não consegue enxergar a si mesmo? Como dar aquilo que não tem? Quando a pessoa não se concentra em ouvir a voz de Deus ela não consegue cuidar nem de si, quanto mais do outro.
E essa é a questão, você tem ouvido a voz de Deus, ela tem te movido a ter compaixão do próximo?
“E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor.” – Mateus 9:36










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